A ARTE DE LER

O leitor que mais admiro é aquele que não chegou até a presente linha. Neste momento já interrompeu a leitura e está continuando a viagem por conta própria.

Mario Quintana (Caderno H)

domingo, 10 de abril de 2011

Um grande escritor

 Moacyr Scliar, um grande escritor. Vamos relê-lo sempre...



A noite em que os hotéis estavam cheios


O casal chegou à cidade tarde da noite. Estavam cansados da viagem; ela, grávida, não se sentia bem. Foram procurar um lugar onde passar a noite. Hotel, hospedaria, qualquer coisa serviria, desde que não fosse muito caro.

Não seria fácil, como eles logo descobriram. No primeiro hotel o gerente, homem de maus modos, foi logo dizendo que não havia lugar. No segundo, o encarregado da portaria olhou com desconfiança o casal e resolveu pedir documentos. O homem disse que não tinha, na pressa da viagem esquecera os documentos.

— E como pretende o senhor conseguir um lugar num hotel, se não tem documentos? — disse o encarregado. — Eu nem sei se o senhor vai pagar a conta ou não!

O viajante não disse nada. Tomou a esposa pelo braço e seguiu adiante. No terceiro hotel também não havia vaga. No quarto — que era mais uma modesta hospedaria — havia, mas o dono desconfiou do casal e resolveu dizer que o estabelecimento estava lotado. Contudo, para não ficar mal, resolveu dar uma desculpa:

— O senhor vê, se o governo nos desse incentivos, como dão para os grandes hotéis, eu já teria feito uma reforma aqui. Poderia até receber delegações estrangeiras. Mas até hoje não consegui nada. Se eu conhecesse alguém influente... O senhor não conhece ninguém nas altas esferas?

O viajante hesitou, depois disse que sim, que talvez conhecesse alguém nas altas esferas.

— Pois então — disse o dono da hospedaria — fale para esse seu conhecido da minha hospedaria. Assim, da próxima vez que o senhor vier, talvez já possa lhe dar um quarto de primeira classe, com banho e tudo.

O viajante agradeceu, lamentando apenas que seu problema fosse mais urgente: precisava de um quarto para aquela noite. Foi adiante.

No hotel seguinte, quase tiveram êxito. O gerente estava esperando um casal de conhecidos artistas, que viajavam incógnitos. Quando os viajantes apareceram, pensou que fossem os hóspedes que aguardava e disse que sim, que o quarto já estava pronto. Ainda fez um elogio.

— O disfarce está muito bom. Que disfarce? Perguntou o viajante. Essas roupas velhas que vocês estão usando, disse o gerente. Isso não é disfarce, disse o homem, são as roupas que nós temos. O gerente aí percebeu o engano:

— Sinto muito — desculpou-se. — Eu pensei que tinha um quarto vago, mas parece que já foi ocupado.

O casal foi adiante. No hotel seguinte, também não havia vaga, e o gerente era metido a engraçado. Ali perto havia uma manjedoura, disse, por que não se hospedavam lá? Não seria muito confortável, mas em compensação não pagariam diária. Para surpresa dele, o viajante achou a idéia boa, e até agradeceu. Saíram.

Não demorou muito, apareceram os três Reis Magos, perguntando por um casal de forasteiros. E foi aí que o gerente começou a achar que talvez tivesse perdido os hóspedes mais importantes já chegados a Belém de Nazaré.

quinta-feira, 17 de março de 2011

A PERDA


A perda

Amélie saiu em silêncio. Preferiu assim. Somente suas lágrimas denunciavam a dor e a vontade de estar longe daquele lugar sombrio. Era um final de tarde chuvoso. Talvez um dos momentos mais difíceis de sua vida. Retornou a sua casa, entrou em seu quarto e viu sua vida desmoronar.  Pedaços de um amor intenso, de uma paixão ardente, de planos e decepções: ali, terminado sem explicação.
Não era a primeira separação de Amélie, mas era o seu primeiro amor. Um amor que foi embora deixando-a sem ação. À beira da cama, ela tentava juntar as migalhas de um amor mágico. Seus pensamentos borbulhavam... E suas lágrimas brotavam.
Suas mãos fechavam as caixas, enquanto seu coração fechava as portas para a vida. Amélie tentava compreender o que estava acontecendo, mas seus sentimentos não a deixavam assimilar aquele adeus. Aquele era um amor que jamais voltaria. E isso lhe perfurava a alma.
Amélie tentava ser forte em meio aos bilhetes apaixonados. O seu choro era sua fuga para aquela dor dilacerante, porém suas lágrimas não aliviavam sua tristeza, muito pelo contrário, aumentavam sua melancolia, principalmente quando encontrou uma foto. Era a foto do seu primeiro encontro com aquele que agora seguia a vida eterna.  Foi nesse dia que Amélie descobriu que Alfredo era o seu primeiro amor.
Tentou resistir, mas não conseguiu. Desfaleceu em cima da cama, abraçada às lembranças dos seus mais belos momentos daqueles 75 anos de vida.


Autor: Roberta Silveira Carvalho

terça-feira, 8 de março de 2011

Mitologia Grega


Segundo D´Onofrio, a mitologia grega se caracteriza pelo seu aspecto antropomórfico: os deuses são representações plásticas de virtudes e vícios humanos, elevados a um alto grau de expressividade. A competência dos deuses é limitada: seu poder está condicionado aso desígnios do DESTINO, considerado uma força cósmica, misteriosa, superior ao próprio Júpiter. 
Os principais deuses da mitologia grega são:

Zeus -  rei de todos os deuses
Afrodite - amor
Ares - guerra
Hades - mundo dos mortos e do subterrâneo
Hera -  protetora das mulheres, do casamento e do nascimento
Poseidon - mares e oceanos
Eros - amor, paixão
Héstia - lar
Apolo - luz do Sol, poesia, música, beleza masculina
Ártemis - caça, castidade, animais selvagens e luz
Deméter - colheita, agricultura
Dionísio - festas, vinho
Hermes - mensageiro dos deuses, protetor dos comerciantes
Hefesto - metais, metalurgia, fogo
Crono  - tempo
Gaia - planeta Terra



segunda-feira, 7 de março de 2011

Em busca de um sonho

Esta é a história de uma família que se lançou no mar em 1984, com laços bem apertados pelo amor, pela confiança e pelo respeito a seus filhos e a sua tripulação. Em vinte anos de vida no mar, a família navegou mais de 118 mil milhas náuticas em duas circunavegações, conhecendo 54 países diferentes. Vilfredo e Heloísa Schürmann deixaram o escritório, a casa, a escola e, no auge de uma vida bem-sucedida como empresários, embarcaram com seus filhos para realizar um sonho - dar a volta ao mundo em um veleiro. Foram dez anos de trabalho para realizar os seus sonhos. A idéia era passar dois ou, no máximo, três anos no mar. No entanto, a vontade de conhecer e conviver com culturas diferentes fez com que os Schürmann ficassem dez anos a bordo do veleiro Aysso. De volta ao Brasil em 1994, a família se preparou para mais uma aventura - repetir a rota do navegador português Fernão de Magalhães, a primeira expedição que deu a volta ao mundo. Em 2004, a família realizou uma navegação pela costa brasileira para comemorar os 20 anos no mar e reencontrou pessoas e famílias que fizeram parte dessa história. Este livro leva o leitor a viajar ao lado da família e curtir cada momento, cada emoção e cada suspense em alto mar. 
Boa leitura e boa viagem a todos.

 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain


O Fabuloso Destino de Amélie Poulain - Cartaz

O fabuloso destino de Amélie Poulain, um filme francês que encantou a todos.
Amélie, uma moça humilde, adorável e sozinha, ao passar por diversos obstáculos, adquire uma nova visão de vida e nos leva, telespectadores, a refletir sobre o que é realmente importante em nossas vidas.
Um filme inteligente, bonito e emocionante.
Não tem como perder.
Bom filme!!